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Desempenho do frango vivo no primeiro mês de 2019

Cotado a R$2,90/kg no início do ano (valor vindo da primeira quinzena de dezembro, mas que, antes mesmo do Natal, dava sinais de exaustão), o frango vivo negociado no interior paulista sofreu duas baixas logo na segunda semana do ano . Como totalizaram 15 centavos, passou a ser referenciado por R$2,75/kg.

Mas essa cotação funcionou apenas como base máxima para os negócios efetivados. Porque significativa parcela do produto – especialmente aquela sem programação prévia de abate – permaneceu sujeita a descontos que, inicialmente, chegaram a até 50 centavos, mas que nos últimos dias de janeiro recuaram para 20 centavos.

Ignorado esse comportamento, o que se verifica é que o preço médio referencial alcançado no mês – pouco mais de R$2,79/kg – correspondeu à quarta variação negativa consecutiva em relação ao mês anterior. Ou seja: os preços do produto permanecem em queda desde outubro passado e, em relação ao pico alcançado em setembro (R$3,19/kg), acumula agora redução total próxima de 13%.

Em relação ao mesmo mês do ano passado – R$2,57 em janeiro/18 – observa-se agora valorização de 8,67%. Vale observar, no entanto, que nos dois janeiros anteriores (2017 e 2018) o preço do frango vivo registrou evolução negativa. Assim, em outras palavras, o valor atual se encontra apenas 1,2% acima do que foi alcançado há passados três anos, em janeiro de 2016.

A esta altura caberia perguntar se o frango abatido vem apresentando o mesmo comportamento. A resposta é: não exatamente. Pois, a exemplo da ave viva, também a abatida enfrentou regressão de preços em janeiro de 2017 e de 2018. Mas em 2019 o produto fechou o primeiro mês do ano com forte valorização anual (de cerca de 35% se considerado o frango resfriado comercializado no Grande Atacado da cidade de São Paulo). Dessa forma, comparativamente a janeiro de 2016, enquanto o frango vivo valoriza-se pouco mais de 1%, no abatido a valorização fica próxima de 12%.

Tais desempenhos, sem dúvida díspares, reforçam a tese de que a comercialização independente do frango vivo perde espaço também em São Paulo, como já ocorreu nos três estados do Sul. Com isso, aquele que há décadas vem sendo o indicador-base da própria avicultura de corte (não apenas paulista, mas brasileira) deixa de ser o referencial das condições do setor.

FONTE: AVISITE