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Carne de frango: exportação de abril apenas repetiu março; no volume e na receita.

Embora com 30 dias, o mês de abril foi – em termos de dias úteis – mais longo do que março, com um dia útil a menos (ou dois, pela SECEX/ME, que considera a segunda e a terça de Carnaval, 4 e 5 de março, dias “não úteis”). Assim, contava-se que os embarques de carne de frango do quarto mês do ano fossem ligeiramente superiores aos do mês anterior.

Mas isso não se concretizou. Pois, de acordo com os dados consolidados englobando os quatro principais itens exportados – frango inteiro, cortes, carne salgada e industrializados – o total embarcado no mês somou 333.395 toneladas, volume praticamente igual ao de março/2019, ocasião em que o total exportado ficou em 334.843 toneladas (portanto, variação negativa – em abril – inferior a meio por cento).

Comparativamente a abril de 2018 os números da SECEX/ME apontam crescimento excepcional, de quase 35%. Vale lembrar, no entanto, que os resultados de um ano atrás se encontram subestimados em decorrência de mudanças na sistemática de contabilização das exportações brasileiras. Ou seja: o aumento neste ano é indiscutível. Mas em índices mais modestos que os apontados pelos resultados oficiais.

Porém, o mais curioso no tocante às exportações de abril é que a coincidência observada em relação a março não se resumiu ao volume, repete-se também na receita cambial, próxima de US$557,3 milhões. E, neste caso, a diferença em relação ao mês anterior é ainda menor, de apenas 0,1%, pois a receita cambial de março passado aproximou-se dos US$557,9 milhões.

Independentemente dessas coincidências, o principal fato a ser ressaltado em relação às exportações de carne de frango, agora no tocante ao acumulado no corrente exercício (1º quadrimestre), é que, pela primeira vez nos últimos 24 meses, o volume registrado volta a apresentar expansão em relação a idêntico período do ano anterior. Ou seja: desde abril de 2017 os embarques acumulados no decorrer do ano passaram a registrar consecutivos resultados negativos, situação que – tudo indica – fica definitivamente para trás.

Por ora, o volume acumulado em 12 meses continua negativo, com redução próxima de 2% em relação a idêntico período anterior – uma situação que também se repete desde abril de 2017 e que agora completa 25 meses. Mas isso deve ser revertido no curto prazo, provavelmente ainda no decorrer do corrente semestre.

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