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Preço dos alimentos retrocede a valores de um ano atrás, aponta FAO

Nas palavras da FAO, seu Índice Geral de Preços dos Alimentos (FFPI, na sigla em inglês) sofreu ligeira queda em junho (queda de 0,3% em relação a maio passado), situando-se na marca dos 173 pontos. Isto, a despeito de um aumento de 6,7% no preço dos cereais (leia-se: principalmente milho), neutralizado pela queda de preços dos lácteos e dos óleos vegetais.

As carnes também obtiveram melhora de preço, dando continuidade a processo que vem desde fevereiro passado. Mas sua valorização no mês foi bem menor que a dos cereais – de apenas 1,5%, o que significou alcançar os 176 pontos (2002/04 = 100 pontos).

Mesmo apresentando um índice de incremento modesto (comparativamente ao dos cereais), as carnes fecharam o primeiro semestre de 2019 com o maior valor dos últimos dois anos e meio. O aumento no mês – revela a FAO – foi impulsionado por uma forte demanda das carnes suína, de frango e ovina por parte de países do Leste Asiático, cujo abastecimento de carne vem sendo afetado pela Peste Suína Africana. A carne bovina – explica a FAO – também operou sob forte demanda, mas seus preços permaneceram relativamente estáveis devido à maior disponibilidade da parte dos países exportadores da Oceania.